Por Marcelo Henrique, Nelson Santos e Manoel Fernandes Neto
As produções literárias espíritas são conteúdos que podem (e devem) ser objeto de análise e debates, sobretudo para a verificação de duas premissas importantes, em termos de Filosofia Espírita. A primeira, a de verificação se as afirmações, de Kardec e de outros pensadores espiritistas “sobreviveram” ao transcurso do tempo, a partir do cotejo com informações derivadas das Ciências. E a segunda, derivada do exercício intelectual, lógico-racional, assim como da oitiva das Inteligências Invisíveis, por meio de evocações, naquilo que Kardec definiu como “progressividade dos ensinos espíritas”. É o que fazemos com este texto autoral, derivado de uma entrevista concedida pelo maior filósofo espírita brasileiro, José Herculano Pires ao seu biógrafo, o jornalista Jorge Rizzini.
Existem textos que são imemoriais. Transcendem ao tempo em que foram escritos (e o mesmo vale para a transcrição de entrevistas, por exemplo). Mas, por serem um destacado recorte de um dado momento existencial, certas nuances carecem de explicações complementares, sobretudo se, consoante à Lei do Progresso, novas informações (oportunas, compatíveis e correlatas) forem apresentadas. É o que faremos em relação à entrevista concedida por Herculano Pires a Jorge Rizzini, em 1972, e que ficou inédita por 40 (quarenta) anos.
A publicação da transcrição da conversa entre esses dois legítimos representantes da Filosofia Espírita, Herculano e Jorge, apresentou o seguinte preâmbulo: “J. Herculano Pires concedeu a Jorge Rizzini, em 14 de julho de 1972, e que foi mantida inédita por 40 anos. A data lembra a Tomada da Bastilha, evento central da Revolução Francesa, ocorrido em 14 de julho de 1789”. [1]
A entrevista será, abaixo, reproduzida e, quando cabível, apresentaremos, em notas logo após os textos, para facilitar a leitura, os oportunos comentários.
Entrevista para o Futuro REV
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Imagens divulgação: Fundação Maria Virgínia e J. Herculano Pires